sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Interminar

Escrevo aqui reflexos inevitáveis do meu olhar. Revelo minha capacidade nenhum pouco mágica de sonhar. Sou meu próprio oceano, de versos mar. Convido a todos os que tem coragem para navegar solitários nos meus maremotos de pensar. Quem é capaz de se entregar? Quem tem medo de se afogar? Se abra velas olhar, se deixe entrar, no próprio barco do seu corpo velejar. Em troca ofereço meu desejo confesso e cego de criar. Pura demonstração da emoção sou inteira razão do seu medo de acreditar. Respiro cada letra que vejo e com meus desejos devoro em beijos a poesia que em prosa meu peito inteiro faz vibrar. Não sei qual é o começo nem onde vou terminar. Sou ser interminar. Um desvio poético para desvendar. Esfinge humana solar. Me leia sem notar. Sou invisível quando texto me faço transformar. Metamorfose literária é como posso me apresentar. Sai do teu lugar, vem se achar, quero ousadia te desconfortar. Quem sabe nos meus sonhos você está... 

7 comentários:

  1. Interminar é escrever tanto em "Eu" e direcionar a todos e assim é tua poesia Monica, versos abertos, mar para mergulharmos e seguirmos conVersando.

    Beijos.

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  2. Sou uma metamorfose literária entre os versos e entrelinhas de um poema. Sou um "interminar" de letras que quando absorve os seus poemas vira borboleta a passear por esse ar de palavras preciosas...

    Beijos linda

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  3. Um desafio poético mergulhar nas suas letras, palavras... é como escalar o poema sempre na procura de algo mais...

    Gostei imenso! E vou ficar!

    Beijinho

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  4. "Sou invisível quando texto me faço transformar."
    Última estrofe do 'poema matemático' de Lindolf Bell:
    "ME escrevo
    E sou nenhum"

    bjinh

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  5. adoro o tu escreves ...bjuxxxxxxxxxx

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  6. Palavras soltas

    Sem medo...

    tatuagens fincada na carne

    Coração dissecado

    Voz doce...

    Poema da Alma.

    Essa é a querida Mônica.

    Beijos em teu coração.

    Fanzaça dos teus escritos!

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